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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Águas

Desse oceano, dessa quantidade de águas,
Podem ser mar, salgada.
Podem ser soltas, serem chuvas,
São lágrimas, são claras, escuras...
São tantas, onde navegam embarcações,
Onde choram corações...

Águas barrentas, revoltadas das chuvas
caem em redemoinho revoltoso,
se buscam, se agrupam, são tempestades...
Águas na horizontal, na vertical ,
causam vertigens, causam uma explosão...

Águas que jorram das fontes,
são encantadas, causam uma lentidão
dão asas a nossa imaginação...
Águas que caem em lágrimas,
são belas, são triste...buscando emancipação.

Águas, são em si um conjunto,
é o milagre da purificação...
É o pequeno batismo, mergulho em oração,
Águas, que se escondem nas nuvens,
um palco, uma transformação...
Águas que estão internas, evaporam
e são águas, uma celebração.
Ó águas, que estão agora paradas,
Meu rio, minha breve emoção!

Betânia Uchôa

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