FOTO POEMA

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fluidos de paz.



Divagações sem dilemas
solucionando a noite
que recebe nossos carinhos,
ignorando nossos erros.



Reproduzimos em olhares
o que sentimos na voz,
no aconchego.

Muito longe, as estrelas
mostrando suas tochas acesas.

Cecília Fidelli.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 12

- Libório, morto?- Sim, exatamente, em circunstâncias misteriosas, seu corpo foi dilacerado por uma espécie de animal selvagem!- O senhor conhecia a vítima em questão?- Miguel disse que conhecia Libório inclusive eram amigos, mas a resposta não convenceu Vitor Prates que sabia das desavenças entre eles:- Bem, acho que não serão necessárias mais perguntas!- O inspetor se foi para alívio de Miguel.
Naquela noite de lua cheia Miguel saíu de casa misteriosamente, mas não foi só ele que resolveu dar umas voltas pela vila, Elizandra também saiu deixando o doutor sozinho em seu laboratório, depois o médico também saiu sem ela saber. O pianista Frederico Weber não parecia bêbado quando foi em direção a floresta perto da meia-noite, suava frio, todos esses fatos não eram conhecidos do inspetor Prates, mas ele começou a fazer investigações e interrogatórios, o médico estava em casa quando ele apareceu no dia seguinte:- Doutor Caio Fontana?- Sim, o que deseja o senhor?- Inspetor Vitor Prates, vim lhe fazer algumas perguntas sobre a morte de Libório Assunção!- O doutor Caio ficou sem fala, poderia contar a verdade ou não?

Continua

O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 11

No dia seguinte todos sabiam do ocorrido, um empregado da fazenda de Libório encontrou o corpo do patrão dilacerado perto da cerca. Miguel Figueiroa acordou assustado sua cabeça doía estava nu perto da porta do quarto, nem conseguira chegar na cama para dormir, dispensara os empregados na noite anterior e não conseguia lembrar do que acontecera, só de que estava com uma insuportável dor de cabeça e de que suava frio quando saíra da casa do médico, ouviu baterem a porta rapidamente se recompõs foi atender já que havia dispensado os empregados:- Senhor Miguel Figueiroa?- Eu mesmo o que deseja?- Victor Prates inspetor nomeado por El-rei para investigações criminais no reino, tenho algumas perguntas a lhe fazer sobre a morte em circunstâncias misteriosas de D. Libório Assunção fazendeiro e nobre da região!- Miguel ficou pálido e assustado com a notícia.

CONTINUA...

O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 10

Libório Assunção também era proprietário de terras da região, vivia em eterna disputa com Miguel, os dois eram vizinhos e disputavam a posse das fazendas em que eles moravam, Libório sempre alegou que seu rival colocara a cerca favorecendo a ele mesmo e essa disputa fez com que eles ficassem inimigos um do outro. Doi dias antes dos fatos ocorridos na taverna Libório ameaçara Miguel com a medição das terras por uma autoridade da coroa. Naquela noite o fazendeiro escutou um barulho do que parecia ser um uivo de lobo perto de sua cerca, saiu com sua espingarda para fora de casa, não conseguia enxergar muita coisa apesar do clarão da lua, de repente algo o assustou a ponto dele jogar a arma no chão, uma criatura bizarra se aproximou dele e mostrou as presas e as garras, logo Libório sentiu suas pernas paralisarem, mas não conseguia gritar, seus cabelos se arrepiaram fio por fio e ele finalmente gritou, foi a última coisa que fez com vida. O lobo e a escuridão se abateram sobre ele.

CONTINUA...


O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 09

-Doutor?!- Ele escutou ao longe a voz da serva, estava em um lugar distante via as pessoas mortas dilaceradas e ele estava entre elas, sangue e vísceras por todos os lados, ele foi andando por entre os cadáveres, de repente no meio da carnificina deu de cara com ele, um lobo com olhos vermelhos olhando-o fixamente, quando foi tentar tocá-lo viu que estava diante de um espelho e não conseguia ver seu reflexo só o do lobo:- Doutor, doutor?!-
O médico acordou do que parecia ser um transe, viu Elizandra segurando sua mão e gritando, olhou em volta e também se deu conta de que Miguel, Frederico e o português estavam estupefatos olhando pra ele e para o homem morto no divã:- O que faremos com esse homem?- O mais acertado a fazer é providenciar um enterro!- Miguel era um homem prático, mas ao proferir essas palavras todos se assustaram com a sua frieza:- O senhor é realmente um homem duro, de negócios senhor Miguel, mas preciso realizar alguns procedimentos com o cadáver antes de enterrá-lo!- Mas isso é absurdo!- E contra as leis de Deus!- A luz da ciência não meu caro, eu quero apenas realizar uma autópsia para saber a causa mortis da vítima em questão, já realizam esse procedimento na Europa!-Mas aqui na vila não!- Miguel Figueiroa ergueu a voz em protesto, ele e o médico se encaravam prestes a brigar, foi o pianista que os separou:-Chega, não vai haver autópsia não é autorizado nesse país, certo doutor?- O médico concordou, o corpo do pobre homem foi deixado no cemitério da vila, com os ânimos acalmados todos voltaram para suas casas, era noite de lua cheia.
Miguel Figueiroa passou a suar frio com o clarão do luar e correu para sua propriedade, logo depois ouviu-se um longo uivo.


CONTINUA...


O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 08

Os três homens em sua sala seguravam outro que parecia desmaiado:- Precisamos de ajuda doutor, encontramos esse homem na taverna !- O médico estranhou aqueles homens em sua casa pois sabia que muitos naquele lugar não gostavam dele, principalmente o senhor de cabelos grisalhos e monóclo conhecia-o de fama era um escravocrata que perseguia e maltratava os negros fugitivos de sua fazenda:- Doutor, precisamos do senhor, vai ajudar ou não?
O médico ficou perdido em seus devaneios por um instante, foi a voz do pianista que despertou-o:- Sim, deitem-no aqui no divã por favor!- Precisa de alguma coisa sinho!- Sim traga a minha maleta Eli!- Miguel e Frederico colocaram o homem no divã, Elizandra trouxe a maleta:- Esse homem está sem pulso mas ainda parece respirar, que estranho, esse homem foi encontrado onde por vocês?- Miguel explicou que ele entrara na taverna cambaleando e subitamente desmaiara, o médico examinou o paciente que se mexeu e de súbito abriu os olhos e agarrou a mão do médico:- Só você pode deter a maldição, hoje é noite de lua cheia, tome cuidado, só v...
De repente a mão do homem caiu sem vida, todos olharam espantados para o médico, até mesmo sua fiel Elizandra.

Continua

O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 07

Elizandra preparava o jantar para o seu patrão, ele descansara o dia todo e a tardezinha se trancara em seu laboratório, depois dos acontecimentos da noite anterior ele estava meio zonzo e necessitava de repouso. Ao acordar ele correu para seu local de trabalho secreto, preparava um experimento para tentar curar a doença que o afligia desde os 15 anos e que se intensificara com o correr dos anos:- Acho que estou perto de encontrar a cura!- Ele era muito avançado para sua época, viajara para vários países da Europa para tentar encontrar a cura para seus males, na França conheceu as pesquisas do doutor Ferdinand Laurence que desenvolveu um soro a base do sangue de animais selvagens. Ao buscar a amostra do sangue foi mordido por um lobo, a ferida demorou a cicatrizar, ele não contou a ninguém sobre a mordida nem sobre as pesquisas que obtivera com o sangue do animal nem mesmo a sua fiel serva, desde então as crises passaram a se agravar e ao retornar a corte descobriu que não podia ficar por lá, voltou seus olhos para a vila de Santa Clara e lá obteve êxito tanto na pesquisa quanto em sua saúde, até aquela fatídica noite de lua cheia, só que a última crise fora a pior de todas pois ele acordou com sangue de outra pessoa em si mesmo deixando-o apavorado. Estava perdido em suas divagações com o antídoto em suas mãos quando escutou Elizandra bater a porta:- O que houve Eli?- Temos visitas doutor!- O médico praguejou e pediu para que ela aguardasse, se arrumou e foi para a sala, ao chegar viu uma cena bizarra.

Continua...

NOTA DE FALECIMENTO.

Faleceu esta madrugada
o poetamigo Vitor Pedroso de Camargo.
Um menino levado
que considerava a vida megera.
Tive oportunidade de dar-lhe
um até breve.
Infelizmente o alcoolismo
interrompeu sua caminhada.
Sabe?
Aquela droga fatal
  "injetável" no corpo e na alma?

Cecília Fidelli.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

23 de Abril - Dia Mundial do Livro

Correr os olhos em livros
é o mesmo que emudecer
para poder gritar.
É prestar um favor a nós mesmos.
Incentivar o hábito da leitura
é ampliar os passos alheios.
É renovar os pensamentos.
É ganhar conhecimento
pra termos discernimento.
Ganhar novas energias,
nos aprofundarmos,
entre outras coisas,
em idealismos.
É entender o homem
e o mundo.
Só assim somos capazes
de compreender ou afrontar.

Cecília Fidelli.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

THIAGO GUIMARÃES- 11 ANOS DE POESIA

O brilho de uma estrela



Uma estrela brilhou na noite escura

Uma única estrela

Fico feliz ao vê-la tão radiante


Felicidade distante

Brilhou com ela

E me espera para me amparar ao amanhecer

Quem dera que aquela estrela fosse você


Uma estrela brilhou e me fez voltar no tempo

No que restou

Cruel astro que castiga

Brilhou a estrela amiga da felicidade


Uma estrela brilhou

E me trouxe
Saudade.

Thiago Guimarães

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 06

O homem era magro e alto, estava pálido feito cera de vela, usava uma roupa preta da cabeça aos pés, entrou na taverna mas podia-se notar que andava trôpego como se estivesse bêbado ou coisa assim, o português que enxugava uma caneca coçou o farto bigode e falou:- O que deseja aqui ó pá, que queres em meu estabelecimento?- Mal teve tempo de responder e caiu duro no chão, todos correram para socorre-lo, Miguel pegou seu pulso e não sentiu nenhum sinal de vida, depois do desmaio estava mais pálido do que antes como se não tivesse sangue nenhum em seu corpo, todos ficaram arrepiados com a constatação, foi Frederico Weber que pareceu acordar do porre que se manifestou:- Temos que levá-lo a um médico com urgência e só conhecemos um nas redondezas!- Miguel olhou com raiva e incerteza:- Deixemos de bobagens, ponham-no em minha carruagem vamos ao médico!- Então os três homens levantaram o homem e saíram as pressas da taverna. Continua... ATÉ A PRÓXIMA LUA CHEIA...

O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 05

Mais tarde naquele mesmo dia, um camponês procurava lenha para cozinhar quando se deparou com os restos de um corpo, primeiro achou a cabeça e a beira do riacho roupas destroçadas e ossos com um pouco de carne e sangue já secos, o resto era carniça que os urubus já pousavam para comer. O homem ficou tão assustado que saiu correndo e gritando em direção a vila. Já era noite quando todos em vila de Santa Clara sabiam do acontecido e comentavam em todos os cantos do lugar, não que aquela vila fosse tão grande assim. Em 1627 aquele pequeno povoado ganhara a condição de vila concedida pelo então imperador D. Pedro I e agora em 1888 estava prestes a se tornar uma cidade, mas devido aos acontecimentos recentes ninguém sabia o que fazer, nem mesmo o Marquês de Olival o governador da vila, já que a notícia da morte se espalhara. Nesse instante na taverna do português Amaral alguns ex-escravocratas e outros nem tão nobres que ali frequentavam estavam comentando o assunto:- Não sai da minha cabeça que esse tal doutor vindo da côrte é o responsável por essa morte!- Miguel Figueroa era um senhor de terras falido depois da abolição naquele ano, mas ele mantinha a pose de imponente, não tinha nenhuma simpatia pelo médico recém-chegado no local, estavam ele Frederico Weber um pianista fracassado e o taverneiro português discutindo o caso, Weber que já estava meio embriagado deu sua opinião sobre a questão:- Para mim isso foi coisa de lobisomen, estão lembrados da lenda sobre aquele antigo castelo perto da floresta?- Miguel fez cara de indignado:- Tolices, imaginem só, invencionice de negro, pra mim ele matou o tal homem!- Ora pois, estão a dizer que foi coisa de animal selvagem o pobre gajo estava dilacerado!- Miguel ia insistir sobre o assunto quando todos olharam para a figura que entrou no estabelecimento. Continua...

O MISTÉRIO DO LOBO - CAPÍTULO 04

- O que aconteceu com vosmecê sinhozinho?- Elizandra entregou as roupas a seu amo que rapidamente as vestiu: - Aconteceu de novo Eli, eu não sei mais o que fazer, fugi da capital da província para um lugar tranquilo tentando me livrar dessas crises e agora tudo começou de novo, as vezes acho que estou perdendo o juízo, ajude-me nega eli!- Elizandra colocou a cabeça de seu amo em seu colo e o consolou:- Não se avexe, vamos pra casa o sinhô precisa é de um banho e bastante descanso!- Ele se levantou apoiando-se na velha escrava e os dois foram embora pra casa. Continua...

O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 03

Elizandra acordou assustada com um pressentimento que fez seu coração bater mais forte, onde estaria seu amo? Será que voltara pra casa? Ela correu aos aposentos de seu senhor bateu a porta mas ninguém respondeu:”estaria dormindo?” pensou ela, mas, algo lhe dizia que não, experimentou a fechadura e viu que estava aberta entrou no quarto com uma vela na mão, a cama continuava como ela deixara, arrumada ele não estava em casa, olhou pela janela que estava aberta e viu a imensa claridade da lua cheia que se derramava sobre os campos além da chácara onde eles residiam bem afastados da vila, de repente ouviu um longo uivo agudo e tenebroso vindo da floresta ficou arrepiada da cabeça aos pés só de imaginar. Aquela ex-escrava agora liberta e que cuidava com devoção de seu amo temeu por ele. Elizandra colocou o xale na cabeça e calçou as velhas chinelas, pegou uma muda de roupa e saiu sozinha noite afora, os uivos continuaram cada vez mais longos e inquietantes vindos da floresta, a fiel negra andou a madrugada toda atrás de seu patrão mas o sono a venceu e ela acabou dormindo embaixo da copa de uma àrvore. Quando o sol nasceu retomou sua busca encontrando seu amo numa situação lamentável. Continua ...

PAVÊ NOVELA: O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 02

Depois que a noite se foi e o dia amanheceu clareando toda a floresta, um passarinho sobrevoa as arvores e vai pousar ao lado de um homem nú deitado embaixo delas, parecendo a primeira vista estar morto ele sente a bicada da pequena ave em seu cabelo e se mexe resmungando qualquer coisa , o passarinho se assusta e voa para longe. O homem acorda assustado passa a mão pelo cabelo e sente algo molhado e grudento, ao olhar para as mãos grita assustado:- Céus, isto é sangue!!!- Ao se dar conta de que seu corpo estava nu sentiu-se envergonhado e ao tocar o rosto e a boca percebeu que ambos estavam com sangue, mas não estava ferido nem sentia dor alguma, só uma dúvida o aterrorizou nesse momento: se aquele sangue todo não era dele então de quem poderia ser? Continua...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

A pressa recompensa.

Correndo atrás da lua,
correndo atrás do amor...
Conduta de apaixonados.
Só podia...
Só pode.
A correria mais tranquila
que eu já ví.

Cecília Fidelli.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pensamento Positivo.

Foto de: Leonardo Chaves.


Nosso presente
já é um pretérito imperfeitíssimo.
Semeamos e usufruimos
de muita tecnologia
e sempre
renovando e aperfeiçoando,
surpreendentemente.
Tomara que enxergar o mínimo,
falo de seres humanos,
não de salários,
  falo dos mais fracos
e do amor
também se torne uma constante.

Cecília Fidelli.

sábado, 7 de abril de 2012

É crescente.


Vou fazer poesia
até o dia que perceber
que não vou mais aguentar.
Conquisto alguns corações.
Ilumino alguns abismos.
Pode acreditar nisso.
Vivo possuída por instinto,
de palavras muito claras.
E quero que saiba:
Ao mesmo tempo que consolo,
amenizo.
Ao mesmo tempo que agrido,
me alivío.

Cecília Fidelli.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

PAVÊ NOVELA: O MISTÉRIO DO LOBO- CAPÍTULO 01

Ele corria pela floresta, estava assustado e esbaforido, suava muito a lua cheia clareava a mata escura. Ele passou por buracos cheios de lama e ao olhar pra trás ouvia os passos da criatura em seu encalço, queria muito estar tendo um pesadelo, mas era muito real para ser ilusão, teve que parar e beber um pouco de água no riacho, ao ajoelhar-se sentiu o bafo quente da fera em suas costas, tentou correr mais uma vez.
Seus pés não saíram do lugar, então sentiu as presas em seu pescoço e a dor insuportável de sua pele sendo arrancada, a fera com um tapa rasgou suas entranhas e fez rolar a cabeça do seu frágil pescoço, depois a criatura debruçou-se sobre seu corpo e começou a comê-lo, depois de se fartar uivou para a lua cheia no alto das montanhas, o pobre homem não conseguiu voltar a vila aquela noite e nunca mais voltaria.

continua...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Na madrugada...

No silêncio da madrugada,
em companhia do café
e da xícara na bandeja,
aperto minhas emoções
em cada poema.
Eles nunca falam demais.

Cecília Fidelli.

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