FOTO POEMA

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domingo, 3 de julho de 2011

Aqui deixamos nossos restos


A vida é cheia de extremos.
Por ela "a gente se mata".
O céu azul
cresce diante de nossos olhos.
Vai até o infinito.
Entretanto, ventos fortes passam
de modo que se tema,
mas não nos moldam.
Verão e inverno se alternam.
Só o outono e a primavera
parecem não sufocar a alma.
Voamos feito andorinhas.
Voamos feito águias.
Inofensividades não são regras.
Vivemos num vasto vale.
De festas, de lágrimas.
Constantes desafios.
Não tem um remedinho?
Somos uma secreção
com cheiro de almiscar.
Se parecem palavras absurdas,
não tome ao pé da letra.
Em intrigantes reflexões,
a suavidade ou agressividades
dos ensinamentos
a cada momento
acrescentam
ou deveriam acrescentar
conhecimentos.
Notável.
Viemos para nos desarmarmos,
para plantarmos a paz.
Não fomos
simplesmente convidados.
Só que somos depredadores
de nós mesmos.
Assim, milênios se passam.

Cecília Fidelli

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