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domingo, 13 de março de 2011

O que eu sonhava


Uma casa ribeirinha e o meu amor.
Não sei que ventos interromperam meus sonhos.
Até hoje, fui empurrando o barco.
De repente descubro que o velho sonho, está por perto.
Receosa, me armo de defesas,
fujo desse sonho como fiz da outra vez.
Mas sonhos mortos ressucitam.
São como arma de fogo.
Só que matam aos poucos.
Topei com muitas tristezas no caminho.
Todos os que passam por isso entendem
mas não sabem como resolver a situação.
Segundo a lógica, dependemos sempre da outra pessoa.
Queremos que ela venha pro nosso barco.
Mas ele se esconde, como um felino no mato.
Entretanto estamos algemados um ao outro.
Prazer de viver com os sonhos...
Difícil encarar assim.
Somos flagrados por nós mesmos, empacados.
Nosso espírito sabe que em nossa viagem terrestre
o trajeto é complicado.
Ninguém é dono de ninguém como bem nos
instruiu uma vez, Zíbia Gasparetto.
Mas vivemos sem uma boa higiene mental.
Milhões de pensamentos respondem
sem dar respotas.
A esperança mais próxima pode estar chegando.
Elas se vão e se renovam.
Amar, estimar, querer.
Estamos longe de ser fortes.

Cecília Fidelli.

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